Ilustração do tema: acidente ou doença ocupacional no trabalho — GF Advogados

Acidente ou doença do trabalho · Todo o estado de São Paulo

Você se acidentou ou adoeceu por causa do trabalho —
e dá para conferir se a empresa fez a parte dela.

Este espaço é para quem sofreu um acidente ou desenvolveu um problema de saúde ligado à atividade no trabalho — recém-afastado ou já de volta. A emissão da CAT, o nexo entre a causa e o que você tem, a estabilidade depois do retorno e o cabimento de reparação são os pontos que merecem checagem agora. Conte como foi e um advogado analisa o seu caso.

A lei garante estabilidade de 12 meses a partir do retorno ao trabalho após o afastamento pelo INSS por acidente de trabalho ou doença ocupacional — art. 118 da Lei 8.213/91. É a chamada estabilidade acidentária, e ela corre a partir da data do seu retorno. Vale identificar em que ponto desse prazo o seu caso está.

Logo depois do acidente ou do diagnóstico

A CAT: o documento que abre a porta para os seus direitos

Antes de qualquer outra providência, estes são os pontos que valem checagem imediata.

  • Verificar se a empresa já emitiu a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) referente ao seu caso
  • Reunir documentos que registrem o que aconteceu: atestados, exames, laudos, mensagens trocadas com a empresa
  • Anotar data, horário e circunstância do acidente — ou desde quando o problema de saúde apareceu, no caso de doença ocupacional
  • Guardar o número do benefício do INSS, quando o afastamento já tiver sido concedido

A CAT cabe tanto em acidente com data definida quanto em doença ocupacional. O artigo completo sobre acidente de trabalho detalha o passo a passo do registro e os benefícios do INSS envolvidos.

Quando a empresa não emite

Isso não impede a comunicação do acidente

  • Na falta de emissão pela empresa, a lei permite que a CAT seja formalizada pelo próprio trabalhador, por seus dependentes, pelo sindicato da categoria, pelo médico que o atendeu ou por qualquer autoridade pública (Lei 8.213/91, art. 22, §2º)
  • Vale procurar o sindicato da categoria ou o serviço de saúde responsável pelo atendimento para orientação sobre como formalizar a comunicação por essa via
  • Enquanto isso, reunir atestados, exames, laudos e qualquer registro escrito da comunicação já feita à empresa ajuda a sustentar o caso

Se a empresa continuar sem emitir mesmo depois de procurada, um advogado pode orientar sobre o caminho mais adequado para o seu caso específico.

A pergunta central

Nexo causal: por que a causa do problema decide o caso

Chama-se nexo causal a relação entre a atividade exercida no trabalho e o acidente ou o problema de saúde que você teve. É essa relação que enquadra a situação como acidente de trabalho ou doença ocupacional — e não como algo pessoal, desligado da rotina profissional.

A lei reconhece diferentes situações dentro desse mesmo guarda-chuva:

  • Acidente típico — ocorre no exercício do trabalho, a serviço da empresa, com data e circunstância definidas
  • Acidente de trajeto — ocorre no percurso entre a residência e o local de trabalho
  • Doença profissional — decorre diretamente do exercício de determinada atividade, como lesões por esforço repetitivo (LER/DORT) ou perda auditiva ligada à exposição a ruído
  • Doença do trabalho — é adquirida em razão de condições especiais em que o trabalho é realizado, o que pode incluir quadros de saúde mental quando comprovadamente ligados ao ambiente de trabalho

Nem sempre essa relação é evidente, principalmente em problemas que se desenvolvem aos poucos. Por isso, laudos médicos, a perícia do INSS, o histórico de afastamentos e provas da própria rotina de trabalho — testemunhas, registros internos, comparação com as condições do setor — costumam pesar na análise.

O artigo sobre acidente de trabalho detalha os tipos de acidente e de doença reconhecidos pela lei.

Depois do retorno

Estabilidade de 12 meses e quando cabe reparação por danos

A lei garante estabilidade de 12 meses a partir do retorno ao trabalho para quem ficou afastado pelo INSS por acidente de trabalho ou doença ocupacional (art. 118, Lei 8.213/91). Nesse período, uma dispensa sem justa causa pode ser questionada. Quando isso acontece, a alternativa entre retornar ao posto de trabalho ou receber os valores correspondentes ao período é avaliada conforme as circunstâncias do caso. É a chamada estabilidade acidentária.

Essa estabilidade é uma garantia trabalhista, ligada ao vínculo com o empregador — diferente do benefício pago pelo INSS durante o afastamento, cujo trâmite é próprio da Previdência Social e não é tratado nesta página.

Também é possível que a empresa responda por danos materiais, morais ou estéticos, quando ficar demonstrada a relação entre o ambiente ou a atividade de trabalho e o que aconteceu. O cabimento dessa reparação é examinado caso a caso, a partir das provas do processo — não é uma consequência automática de todo acidente.

Para entender os elementos que caracterizam a responsabilidade da empresa, veja o artigo completo.

Depois da assinatura

O que acontece quando o processo começa

  • 01

    O caso fica com o advogado da área

    Quem conduz o processo e senta na audiência, na Justiça do Trabalho, é o advogado responsável pela área, mesmo quando o primeiro contato foi com o outro. Não há central de atendimento fazendo triagem a cada contato.

  • 02

    Você é avisado a cada movimentação relevante

    Não precisa ligar para saber como está. Processo trabalhista tem períodos longos de espera entre uma audiência e outra — e você entende o motivo de cada um deles.

  • 03

    Canal direto, sem intermediário

    Dúvida no meio do processo se responde pelo mesmo WhatsApp em que a conversa começou.

  • 04

    Nenhuma decisão é tomada sem você

    Proposta de acordo, recurso ou mudança de estratégia são apresentados com os prós e os contras antes de qualquer passo.

“Quase toda reclamação trabalhista passa por uma proposta de acordo. Quem decide se ela serve é você — depois de entender, em números, o que está sendo deixado para trás.”

Na volta ao posto de trabalho

Retorno ao trabalho: o que muda

A estabilidade explicada acima é a garantia legal. Aqui estão pontos práticos para observar no dia a dia depois que você volta.

Função e salário

Redução de salário ou mudança da função sem um motivo claro, logo após o retorno, é algo que vale anotar e questionar — a estabilidade protege o vínculo, não só o cargo formal.

Acompanhamento médico

Manter atestados, encaminhamentos e exames organizados ajuda tanto no acompanhamento da sua saúde quanto em qualquer questionamento futuro sobre o período.

Pressão para pedir demissão

Pedido de demissão ou acordo proposto pela empresa durante a estabilidade merece atenção redobrada antes de qualquer assinatura — a análise do que está sendo oferecido é o que evita perda de direitos.

Percebeu algo estranho no seu retorno — função trocada, salário menor, cobrança fora do combinado? Um advogado pode avaliar o seu caso específico antes que você tome qualquer decisão.

O prazo corre mesmo sem você fazer nada

São 2 anos após o fim do contrato para ajuizar a ação, alcançando os 5 anos anteriores. Conte o que aconteceu e entenda, sem compromisso, o que ainda pode ser discutido no seu caso.

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Se o seu caso não é o desta página, provavelmente é um destes — e a conversa começa do mesmo jeito.

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